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Pequenas alegrias: Miss Marple e Poirot

Segunda-feira, 12.04.10

 

Agora que a série Life on Mars terminou, que Flashforward está a perder pedalada e Boston Legal regressou a uma temporada anterior, fiquei reduzida à Lie to Me.

É verdade, Life on Mars foi projectado no futuro e em Marte, precisamente. Pode ter sido mais um sonho do protagonista, mas soou muito bem como final da série, ou como introdução de uma sequência. O parzinho também se resolveu, finalmente. 

Flashfoward, após uma 1ª temporada cheia de ritmo e suspense, começou nesta 2ª a perder pedalada. Seguir cada uma das personagens, em vez do mosaico das diversas personagens, do puzzle confuso que nos desafiava constantemente a preencher, é um duche de água fria.

E, finalmente, em Boston Legal, voltou-se a uma temporada anterior, em que o Denny Crane ainda é levado a sério e o Alan Shore ainda tem cara de bébé.

Assim, ficou apenas a Lie to Me, à 4ª feira. Aliás, uma série muito útil, como já disse aqui.

 

Foi, pois, com uma alegria infantil, que descobri as séries Miss Marple e Poirot da Agatha Christie, na RTP Memória, às 3ªs e 5ªs feiras respectivamente. A minha vida social vai-se ressentir.

 

São estas pequenas alegrias que me animam os dias. Mas a grande alegria, essa, tive-a este fim-de-semana, uma grata surpresa!

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 13:06

Do Tempo das Descobertas: A família no início e fim de tudo

Quinta-feira, 18.02.10

 

De Pedro Correia no Delito de Opinião, esta viagem pelos filmes de 2009 "que valorizam o argumento", "a espessura psicológica das personagens" e as "subtilezas do diálogo". E em que a família surge como "eterno ponto de partida e inevitável ponto de retorno de todas as luzes e sombras de que é feita a vida. E o cinema também".

 

 

" A família no início e fim de tudo

 

 

A família continua a ser matéria-prima essencial da ficção cinematográfica, como os filmes exibidos entre nós em 2009 bem demonstraram, na linha de uma sólida tradição dramática do cinema clássico. Algumas das melhores longas-metragens que pudemos ver no ano passado tiveram a família como eixo central da narrativa, nas suas diversas facetas e em variados registos, da comédia ao drama. A busca desesperada de uma mãe que perdeu um filho (A Troca, de Clint Eastwood), a insuperável dor do luto (Incendiário, de Sharon Maguire), o desgaste da rotina conjugal (Revolutionary Road, de Sam Mendes), o complexo de Édipo revisitado ao som de partituras clássicas (no incompreendido Tetro, de Francis Ford Coppola). As quatro paredes domésticas como cenário dos mais complexos dramas psicológicos (O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme, e Duplo Amor, de James Gray). A cegueira física como metáfora da diluição do amor (Abraços Desfeitos, de Pedro Almodóvar). As memórias dolorosas suscitadas por um repasto familiar nesse filme assombroso que é Um Conto de Natal, de Jean-Paul Roussilon). A velhice nostálgica mas ainda sorridente (Almoço de 15 de Agosto, de Gianni di Grigorio). Uma inesperada catarse provocada pelo desamparo da viuvez (no fabuloso Gran Torino, de Clint Eastwood, sem dúvida já uma das obras mais marcantes da década).

 

 

Filmes muito diferentes mas com características comuns. Este é um cinema que valoriza o argumento, que acentua a espessura psicológica das personagens, que sente um especial fascínio pelas subtilezas do diálogo. E é fundamentalmente um cinema de actores, que nos fornece sobretudo um excepcional naipe de interpretações femininas. Como esquecer o olhar dilacerado de Angelina Jolie n' A Troca - até à data o melhor papel da sua carreira? Impossível ficar indiferente à revolta interior da deslumbrante Michelle Williams nas cenas fulcrais de Incendiário ou à transfiguração de Anne Hathaway numa inspirada actriz dramática em O Casamento de Rachel. E quem supõe que o cinema é uma arte em declínio deverá reparar no subtil jogo de alterações fisionómicas que acompanha a evolução da personagem de Kate Winslet em Revolutionary Road.

 

A família: eterno ponto de partida e inevitável ponto de retorno de todas as luzes e sombras de que é feita a vida. E o cinema também.  "

 

 

Imagens:

1. Anne Hathaway e Rosemary DeWitt, em 'O Casamento de Rachel'

2. Mathieu Amalric e Catherine Deneuve, em 'Um Conto de Natal'

 3. Gwyneth Paltrow e Joaquin Phoenix, em 'Duplo Amor'

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 13:38








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